PF: superintendente confirma carência
Com pedidos de autorização para 1.024 na área policial e 328 para agente administrativo para todo o país em análise no Ministério do Planejamento, a Superintendência da Polícia Federal de São Paulo espera minimizar sua demanda por profissionais e incorporar pelo menos 20% desse quantitativo.
Segundo levantamento extra-oficial realizado pelo Sindicato dos Servidores Públicos Civis Federais do Departamento de Polícia Federal no Estado de São Paulo (Sindpolf-SP)no final de 2010, havia aproximadamente 1.600 servidores na ativa, dos quais 200 na área administrativa, 700 agentes, 200 escrivães, 130 papiloscopistas e 270 delegados. Embora procurada para confirmar dados, a assessoria de imprensa da Superintendência da Polícia Federal de São Paulo apontou que a instituição não pode divulgar informações sobre o efetivo do Estado.
Segundo o superintendente da Polícia Federal de São Paulo, Roberto Troncon Filho, após a divulgação dos resultados da Operação Paraíso Fiscal, no último dia 4, há carência de funcionários em todas as carreiras.; "São Paulo no contexto nacional é a superintendência que tem a relação mais difícil entre o volume e a força de trabalho. Conseqüentemente, há uma política para o futuro da direção geral de recompor e, pelo menos, minimizar essa relação difícil. Imaginamos que os próximos concursos destinarão vagas para o estado de São Paulo. É assim que me parece que a direção geral tem pensado", disse o superintendente.
Para o superintendente, as 328 vagas para agente administrativo em âmbito nacional não resolvem os problemas nem de São Paulo e nem do país nessa área. "A demanda por servidores administrativos é muito maior. Nós temos como objetivo, mas isso depende de uma aprovação por lei, mas seria um número muito maior que esse", ressaltou. Existe uma proposta de criação de 3 mil vagas, sendo 2 mil para técnico- administrativo e mil para analista técnico-administrativo, que integra a reestruturação da carreira de apoio da Polícia Federal. A proposta está em análise no Ministério do Planejamento. Em relação à distribuição das 318 vagas, o superintendente ressalta: "Eu imagino que algo entre 15% e 20% dessas vagas poderão ser destinadas ao estado de São Paulo, se fosse considerar o volume de trabalho. As superintendência de São Paulo é a maior , em razão da exuberância do estado".O presidente do Sindpolf, Alexandre Sally, destaca que há uma carência de 870 servidores administrativos em São Paulo. Ele aponta que este é o mesmo número de terceirizados, de acordo com levantamento realizado pelo Departamento de Logística da Polícia Federal para Estudo de Despesas com Terceirizados. O estudo também indicou, ainda de acordo com Sally, que há 4.700 terceirizados na área administrativa em todo o país.
Quanto às 1.024 vagas na área policial, das quais 396 para agente, 362 para escrivão, 150 para delegado e 116 para papiloscopista, a expectativa de vagas destinadas ao estado segue percentuais bastante parecidos aos da área administrativa. "Eu acho que seria entre 10 a 20% das vagas totais. É algo que certamente é devido e deve estar sendo pensado pela direção geral", ressaltou Troncon. No âmbito das carreiras policiais, o presidente do Sinfpolf acentua que há uma grande discrepância na proporção entre o número de delegados e o de agentes. "Nós temos um levantamento de 2010, é que a proporção de agente é de um delegado para seis agentes em São Paulo, quando o adequado é de um delegado para dez agentes. Nós temos uma defasagem imensa". Segundo ele, há maior prioridade em fazer concurso para agente que para delegado. "O departamento está inchado de delegados", conclui.
Fonte:
Folha Dirigida



